Museu   ter — dom, 10h àS 17H30
Jardim   seg — dom, 7h àS 22H

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Espaço, matéria e tempo: leituras da arquitetura doméstica

04 de agosto de 2026 a 01 de setembro de 2026

Terças-feiras, das 19h às 21h

O Centro de Preservação, Pesquisa e Referência da Casa das Rosas promove a primeira edição de seu grupo de estudos, dedicada às relações entre arquitetura, cultura material e domesticidade a partir da materialidade da casa. Tomando a Casa das Rosas como campo de investigação, o percurso propõe refletir sobre a casa não apenas como patrimônio arquitetônico ou espaço expositivo, mas como objeto de pesquisa atravessado por diferentes temporalidades, modos de habitar, técnicas construtivas, transformações urbanas e processos de preservação. Ao longo dos encontros, serão abordadas questões relacionadas à leitura da arquitetura doméstica, aos materiais e sistemas construtivos, às espacialidades da vida cotidiana, às relações entre casa, jardim e paisagem e aos desafios da preservação e musealização de residências históricas.

Grátis. Vagas Esgotadas.

Confira a programação completa abaixo:

04/08 | A casa como objeto
Com Vânia Carneiro de Carvalho
A partir das discussões sobre cultura material, o encontro propõe refletir sobre a casa como documento e objeto de pesquisa. Serão introduzidas questões relacionadas à espacialidade, à materialidade da arquitetura e às diferentes possibilidades de leitura da casa enquanto artefato histórico e social.

11/08 | Arquitetura, técnica e transformação urbana
Com Beatriz Bueno
A partir da trajetória da Casa das Rosas e da atuação do Escritório Técnico Ramos de Azevedo, o encontro propõe refletir sobre as relações entre arquitetura e transformação urbana em São Paulo nas primeiras décadas do século XX. Serão discutidos aspectos relacionados à arquitetura residencial paulistana, às leituras dos materiais da edificação, serão abordadas questões relacionadas aos projetos de habitação, à mobilização do comércio de materiais construtivos e às políticas sanitárias.

18/08 | Ler os materiais
Com Carlos Thaniel Moura
Voltado à observação da materialidade construtiva da arquitetura, o encontro propõe discutir como materiais, técnicas e sistemas construtivos registram temporalidades, usos e transformações ao longo do tempo.

25/08 | Espaços domésticos e modos de habitar
Com Joana de Mello
O encontro propõe refletir sobre os modos de habitar das elites urbanas paulistanas no início do século XX, tomando a casa como espaço de organização da vida cotidiana e das relações sociais. A partir das espacialidades domésticas, serão discutidos os usos dos ambientes, os fluxos entre espaços sociais e de serviço, as relações entre interioridade, conforto e intimidade e as formas pelas quais a materialidade da arquitetura participa da construção da experiência doméstica.

01/09 | Casa, jardim e paisagem
Com Vladimir Bartalini
Tomando a Casa das Rosas como complexo arquitetônico e paisagístico, o encontro propõe refletir sobre os significados do jardim por meio de uma ótica arquetípica, compreendendo-o em diferentes escalas e contextos. A partir das discussões sobre jardins históricos, paisagem e as relações entre interior e exterior, serão abordadas as diferentes formas pelas quais o jardim é compreendido, bem como seus significados contemporâneos.

Sobre os ministrantes:

Vânia Carneiro de Carvalho (São Paulo/SP, 1960) é docente do Museu Paulista-USP, onde atua, desde 1990, como curadora na área de história e cultura material com ênfase nos estudos de gênero e espaço doméstico. É credenciada nos Programas de Pós-graduação em História Social/FFLCH e Interunidades de Museologia/MAE, ambos da USP. Foi editora do periódico Anais do Museu Paulista: história e cultura material (2003-2012), vice-diretora do Museu (2015-2019) e coordenadora geral do projeto “Exposições do Novo Museu do Ipiranga-2022” (2019-2024). Coordena o grupo de pesquisa GEMA — Espaço doméstico, corpo e materialidades. Livros, capítulos, artigos, audiovisuais, exposições, bem como teses e dissertações orientadas encontram-se em http://lattes.cnpq.br/9144568282558054

Carlos Thaniel Moura é mestre (2021) e graduado em História (2017) pela Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo – EFLCH/UNIFESP. Atualmente é doutorando em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP. Realiza pesquisas relacionadas às áreas de História Contemporânea e de História do Brasil na Primeira República, com ênfase na história da cidade, contemplando a domesticidade, a saúde pública e o comércio. Atua como professor de História na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Joana de Mello é graduada pela FAUUSP (1997), mestre pela EESC USP (2005), doutora pela FAUUSP (2010) e pós-doutora pelo IFCH Unicamp (2015) com apoios Fapesp. Docente na FAUUSP, integra o Laboratório para Outros Urbanismos e é líder do Grupo de Pesquisa Arquivos, fontes e narrativas: entre cidade, arquitetura e design (USP-CNPq). Bolsista Produtividade em Pesquisa CNPq/ PQ -2, é autora de Ricardo Severo: da arqueologia portuguesa à arquitetura brasileira (Annablume/ Fapesp, 2007) e O arquiteto e a produção da cidade: a experiência de Jacques Pilon, 1930-1960 (Annablume/ Fapesp, 2012). Co-organizou o livro Domesticidade, gênero e cultura material (Edusp/ CPCUSP/Fapesp, 2017) e o Seminário Arquivos, historiografia e preservação: perspectivas contemporâneas (2018) e participou da curadoria da Ocupação Rino Levi (FAUUSP, Itaú Cultural 2020).

Vladimir Bartalini possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1972), mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1999). Livre docente pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2018). Até 2023 lecionou nos cursos de graduação e de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, orientando dissertações de mestrado e teses de doutorado na Área de Concentração Paisagem e Ambiente. É membro fundador do Laboratório Paisagem, Arte e Cultura – LABPARC/ FAU-USP, o qual coordenou de 2002 a 2006, desenvolvendo estudos teóricos sobre paisagem e pesquisa sobre ”Córregos Ocultos”. Tem experiência profissional em projetos e consultorias em Paisagismo, atuando principalmente em espaços livres, áreas verdes e parques públicos.

Beatriz Bueno é graduada em História (USP, 1990), Artes Plásticas (FAAP, 1988), doutorado (2001) e livre-docência na FAUUSP (2018). Professora Associada, desde 2002 leciona as disciplinas de História da Urbanização. Atua em Urbanização e Urbanismo, Cultura Profissional, História do Mercado Imobiliário, História da Cartografia. Bolsista de Produtividade CNPq desde 2012. Livros: “Desenho e Desígnio” (Edusp, 2011), “Aspectos dos Mercado imobiliário em perspectiva histórica” (Edusp, 2016) e “São Paulo um novo olhar sobre a história” (Via das Artes, 2012, Prêmio José Celestino Bourroul – APH). Líder do Grupo de Pesquisa “Arqueologia da Paisagem”. Curadoria “Escritório Ramos de Azevedo: a arquitetura e a cidade” (2015). Projeto de Pesquisa em Políticas Públicas “Arquivo Municipal Washington Luís: a cidade de São Paulo e sua arquitetura”, (FAPESP-2006-2010) (www.projetosirca.com.br).

Local: No museu - 1º E 2º ANDAR

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