BUSCAR
Twitter
Twitter
Instagram
Facebook

Notícias

Simpósio Haroldo de Campos 2016 aborda os desafios da invenção poética
08/11/2016

Neste ano, em que lembramos os 60 anos da Poesia Concreta, o Simpósio Haroldo de Campos propõe uma reflexão sobre a poesia de invenção produzida hoje. Com o tema Poesia Rebelionária, nos dias 26 e 27 de novembro, a Casa das Rosas reflete quais as ideias fundamentais propostas pela poesia concreta e qual a pertinência e seu alcance nos dias de hoje.

 

 O simpósio colocará em debate questões como o papel do construtivismo na formulação concretista inicial e sua permanência ou não; o modo como as transformações nas condições técnicas da escrita influem na criação poética; o lugar da poesia nos espaços públicos da cidade; o papel rebelionário da tradução poética; a poesia como expressão do mal-estar civilizatório. 

 

Os interessados podem se inscrever no período de 9 a 23 de novembro. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na recepção do museu ou pelo e-mail crhc@casadasrosas.org.br

 

Durante o simpósio, será disponibilizado nas dependências da Casa das Rosas o áudio da entrevista realizada com Haroldo de Campos por Thelma Médici Nóbrega (provavelmente, a última entrevista do poeta) em maio de 2003. Ficará em exibição o vídeo “Anatomia de um ícone”, registro do curso de Gabriel Kerhart sobre Décio Pignatari, realizado em julho de 2016 na casa.

 

Confira a programação completa:

 

SÁBADO 26 DE NOVEMBRO
10h30 – Palestra Construtivismo e Monstrutivismo

Com Lucio Agra

Apresentação da pesquisa de doutorado em Comunicação e Semiótica na PUC- SP (1998). Da pesquisa ao livro, a palestra mostra a trajetória em torno do tema que envolve monstros, alteridade, marginalia e contracultura brasileira.

 

14h – Mesa Poesia e tecnologia
Com Walter Silveira, Lucia Santaella e Rodolfo Mata
Mediação: Tadeu Jungle 

A poesia brasileira de invenção adotou, no início dos anos 60, o lema de Maiakóvsky: “Sem forma revolucionária não há arte revolucionária”. Na perseguição desta coerência entre forma e sentido, a palestra abordará a questão fundamental da pesquisa nas implicações das novas tecnologias na linguagem poética.

 

15h45 – Coffee Break 

 

16h – Mesa Poesia e espaço público
Com Lucio Agra, Ricardo Aleixo e Reuben da Rocha
Mediação: Julio Mendonça

A conversa abordará um pouco do papel desafiador da poesia frente ao atropelo do cotidiano, dos espaços públicos da cidade e qual o lugar da poesia experimental/visual/performática no meio urbano.

 

18h30 – Performances

Reuben da Rocha – “o anjo da hipótese”

Lucio Agra – “pelo açougue também se chega a Mondrian"

Ricardo Aleixo – “paupéria revisitada”

 

 

DOMINGO 27 DE NOVEMBRO

14h30 – Palestra Non serviam: a perspectiva rebelionária na tradução da tradição
Com Marcelo Tápia

Haroldo de Campos relaciona, a partir do pensamento de Walter Benjamin, o papel do tradutor de poesia ao lema luciferino “non serviam” (“não servirei”). Tal tarefa envolve, também, a noção de se realizar a “tradução da tradição, reinventando-a”, correspondente ao modo como o ensaísta entende o próprio fazer literário e sua história. A palestra abordará a visão de Haroldo acerca de poesia, tradução e criação, buscando evidenciar sua coerência e importância para escritores, tradutores e estudiosos de literatura.

 

16h – Mesa Poesia, mal-estar e invenção
Com André Vallias, Susanna Busato e Gabriel Kerhart
Mediação: Reynaldo Damazio

Talvez a menos comercial das artes no mundo contemporâneo, a poesia tem sido, pelo menos desde Baudelaire, a arte mais comprometida com a expressão do mal-estar civilizatório moderno. A palestra abordará se há lugar para a invenção poética e o que é poesia de invenção hoje.

 

17h45 – Coffee Break 

 

18h – Palestra Palavras na câmera escura (sobre a poesia de Augusto de Campos)
Com Gonzalo Aguilar

A palestra toma como ponto de partida a coincidência (ou não) entre a publicação do poema Un coup de dés, de Mallarmé, e o nascimento do cinema. O modelo vigente até o século XIX se inverte: não será mais tinta sobre papel (tipografia), mas branco sobre negro (câmera escura). Não é exagero dizer que Augusto de Campos é o primeiro poeta da câmera escura. Em sua poesia, página não é mais um suporte contingente e passa a ser o campo de batalha em que os signos afloram e se dissolvem.

 

20h – Performances

Grupo Riverão – “treva é a matinée da farsália (HC in HO; a cabeça do oswaldo Ao modo d farol:)”

Walter Silveira – “busca vida”

André Vallias – “eterno roteiro”


CASA DAS ROSAS
ESPAÇO HAROLDO DE CAMPOS DE POESIA E LITERATURA
+55 (11) 3285.6986 | 3288.9447 contato@casadasrosas.org.br
Av. Paulista, 37 Bela Vista CEP 01311-902 São Paulo Brasil
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO MUSEU
Terça-feira a sábado, das 10 às 22h
Domingos e Feriados, das 10 às 18h.
(Passível de alteração, de acordo com a programação).
TRABALHE CONOSCO COMPRAS E CONTRATAÇÕES RELATÓRICO DE ATIVIDADES CONTRATO E GESTÃO OUVIDORIA SECRETARIA DA CULTURA Portal da Transparência Estadual
www.transparencia.sp.gov.br