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Notícias

Entrevista com Paulo Aquarone
22/04/2015

por Débora Nazari

 

Confira a entrevista com o poeta multimídia Paulo Aquarone, que está com a Mostra Poemas Multimídia em cartaz na Casa das Rosas. Aquarone produz desde a década de 1990 trabalhos poéticos com apelo visual buscando diversas mídias, entre elas objetos, instalações, vídeos e objetos interativos. Já expôs seus poemas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Lisboa, entre outras cidades, e publicou seus trabalhos em diversas revistas impressas e eletrônicas no Brasil, Espanha, Argentina e México.

 

CR: Por que escolheu a poesia como forma de expressão? 
PA: Com a dificuldade de sono desde criança, vi na poesia a forma mais simples de expressar minha sensibilidade, pois necessitava só de um papel e lápis para tentar criar algo. 


CR: Desde o início sempre trabalhou com poesia multimídia?
PA: Comecei escrevendo poesia escrita de forma concisa e intuitiva. Com o tempo, mais sintética ainda, trabalhei com movimento da letra de uma determinada palavra para refletir seu sentido, para esse movimento, busquei programas do computador como: flash, corel, word, etc.

CR: Algum poeta ou escritor influenciou sua formação?
PA: Acredito que a leitura de haicais de Paulo Leminski, a poesia concreta de Augusto de Campos e visual de Mira Schendel me fizeram expressar de forma mais livre minha sensibilidade para a poesia.

CR: Como foi transpor a poesia do meio digital para o poema objeto, em tamanhos reais e manipuláveis?
PA: A ideia da poesia sempre inicia no papel e caneta, tanto seu sentido, como sua forma e materiais. Depois se constrói digitalmente dando dimensão, cor, textura e movimento, para por fim realizá-la de forma mais precisa em objetos, instalações e vídeos.

CR: Qual o panorama da poesia multimídia no Brasil? Ela tem muitos seguidores, ou ainda é pouco conhecida?
PA: Vejo muito boa a criação da poesia visual na internet. Não vejo muito a construção de poemas em instalações e objetos. Acho ainda pouco conhecida e divulgada esse tipo de poesia.

 

CR: Como um dos precursores da poesia digital no Brasil, desde a década de 1990, seu formato de trabalho mudou muito com as novas tecnologias?
PA: Acredito que mudou meu modo de criar a poesia com o tempo, e nessas mudanças acabei utilizando programas do computador para realizá-las. A minha poesia é muito primitiva e só utiliza programas básicos para dar movimento e precisão ao desenho em sua construção. Também utilizo a internet para divulgação dos trabalhos, sendo o veículo ideal para a visualização das animações em flash.

CR: Qual a sua expectativa para a Mostra Poemas Multimídia na Casa das Rosas?
PA: Sendo a Casa das Rosas um núcleo importante de literatura no Brasil e tendo uma equipe muito boa de profissionais, vejo com otimismo essa exposição.


CASA DAS ROSAS
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