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Lançamento

Lançamento de livro: Por que calar nossos amores? poesia homoerótica latina

Por Raimundo Carvalho, Guilherme Gontijo Flores, João Angelo Oliva Neto e Márcio Gouvea Junior

03/06 das 14h às 17h.

Organizadores e tradutores: Raimundo Carvalho, Guilherme Gontijo Flores, João Angelo Oliva Neto e Márcio Gouvea Junior. 

Editora: Autêntica (coleção Clássica)

 

Antologia bilíngue reúne poemas latinos de temática homoerótica

Obra abarca uma série de gêneros da poesia antiga praticados desde a idade arcaica até o período imperial

 

Por que calar nossos amores? Poesia homoerótica latina permite um passeio pela literatura produzida pelos romanos, reunindo autores como Catulo, Virgílio, Horácio, Propércio, Apuleio, Ovídio, Tibulo, Plínio, o Jovem e Estácio. Além disso, a antologia bilíngue com temática homoerótica apresenta uma série de gêneros e subgêneros da poesia antiga, como a épica, a bucólica, a elegia, o epigrama e a lírica, em ordem cronológica.

Em um importante trabalho de tradução que mantém a máxima proximidade com os textos da época e com pequenas introduções de cada um dos estudiosos para contextualizar cada poema, a obra procura revelar a beleza literária oculta dos relacionamentos homoeróticos.

Para o escritor Ricardo Domeneck, que assina a contracapa do livro, “esta antologia é uma oportunidade para adentrar uma tradição que é tão antiga quanto a literatura ocidental”.

Percorrendo várias gerações, o livro apresenta uma profusão de tratamentos distintos do tema, indo da celebração da hombridade amorosa entre guerreiros aos amores entre deuses e homens; da sátira contra ex-amantes aos conselhos bastante apropriados de sedução e paciência.

Para os organizadores, o objetivo da obra está em contribuir com o debate contemporâneo, facilitando o acesso dos estudiosos de vários campos das ciências sociais às fontes da poesia latina. Ao apresentar a relação erótica entre homens e entre mulheres com o mesmo teor literário que o erotismo entre homem e mulher, o livro contribui para a discussão com temas bem atuais como a questão de gênero, identidade social, bem como seu espaço na História e na Literatura.

A obra faz parte da Coleção Clássica, coordenada por Oséias Silas Ferraz, que publica textos de literatura – em prosa e verso – que sejam referências para determinado tema ou época, mas também cuja leitura seja garantia de prazer.

Raimundo Carvalho graduou-se em Português/Latim pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Publicou o ensaio Murilo Mendes: o olhar vertical (Edufes), além dos poemas Conversa com o Ciclope, Circo Universal (Dimensão, 2000, premiado pela FNLIJ) e Balada do Velho Chico (Autêntica, 2016). É professor de Língua e Literatura Latina desde 1993 na UFES. Na Coleção Clássica publicou sua tradução das Bucólicas, de Virgílio, e trabalha na tradução das Metamorfoses, de Ovídio.

Guilherme Gontijo Flores é mestre em Estudos Literários pela UFMG, doutor em Estudos Literários pela Universidade de São Paulo (USP), é professor de Língua e Literatura Latina na UFPR. Autor do poemário Brasa enganosa (Patuá, 2013), traduziu As janelas, seguidas de poemas em Prosa, de Rainer Maria Rilke (Crisálida, 2009). Sua tradução de A anatomia da melancolia, de Robert Burton (UFPR, 2011-2013), recebeu os prêmios de Tradução da APCA e o Jabuti. Coordenador da tradução do Paraíso reconquistado, de John Milton (Cultura, 2015). Para a Coleção Clássica traduziu as Elegias de Sexto Propércio, pelo qual recebeu o prêmio Paulo Rónai de tradução.

João Angelo Oliva Neto é livre-docente em Letras Clássicas na USP, bacharel, mestre e doutor em Letras Clássicas pela mesma universidade. Organizou e traduziu O livro de Catulo (Edusp, 1996) e Falo no jardim: priapeia grega, priapeia latina (Ateliê, 2006).

Márcio Meirelles Gouvêa Júnior é mestre em Estudos Clássicos pela Universidade de Coimbra (2009) e em Literatura Clássica pela UFMG (2007), e doutor em Estudos Literários pela UFMG (2013). Pesquisador da Universidade de Coimbra, é professor de Língua e Literatura Latina. Para a Coleção Clássica, traduziu Medeias latinas, de vários autores; Fastos, de Ovídio e a Utopia, de Thomas More; prepara o Apêndice virgiliano, os Centões virgilianos e as Geórgicas, de Virgílio.

CASA DAS ROSAS
ESPAÇO HAROLDO DE CAMPOS DE POESIA E LITERATURA
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